terça-feira, 31 de julho de 2012

Pesquisa sobre a teoria do teatro, por Heloisa e Jéssica


Cenários e efeitos cênicos

Representação de "Pluto"
Desde os tempos clássicos da tragédia já se empregavam cenários pintados, creditando-se ao próprio Sófocles o seu desenvolvimento. Dois cenógrafos ficaram famosos: Apolodro de Atenas e Clístenes da Erétria. Aristóteles menciona Fórmio como sendo o inventor do cenário móvel.

O cenário básico era uma fachada de palácio com colunas e portas. No rol dos mecanismos, ocupa lugar de relevo a euquiclema (ekkyklema), plataforma móvel que avançava de uma das portas para o proskénion , a fim de oferecer testemunho de fatos ocorridos no interior, à revelia dos espectadores.

Vinham, assim, ao conhecimento do público os resultados de cenas violentas, como assassinatos, que as convenções não permitiam se desenrolassem em cena. Entre os recursos do palco inclui-se, também, a chamada "escada de Caronte" (Charónioi Klímakes), abertura sobre o proskénion por onde surgiam os fantasmas que subiam do mundo ínfero ou personagens desciam ao Hades. Theologueion era o mecanismo que fazia subir ou descer os heróis ou deuses, amplamente empregado e definidor da interferência de divindades na ação cênica. Tinha lugar no telhado provocando efeitos espetaculares, como por exemplo, a partida de Medéia numa carruagem tirada por dragões alados. Ocasionalmente, os cenários chegavam a ser mudados dentro de uma mesma peça com a ajuda de prismas giratórios pintados, conhecidos por periakti, embutidos na construção cênica em ambos os lados do palco. Um engenho semelhante a um guindaste - o mekane - transportava o ator que também personificava um deus para o teto da construção cênica. Esse guindaste possibilitava ao ator atravessar velozmente a área de representação, mantinha-o suspenso no ar e baixava-o na orquestra. Era o "deus da máquina" ou deus ex machina.

O efeito cênico era grandemente realçado pela presença do côro, que saía dos bastidores marchando com garbo em formações de fileiras e colunas, ia e vinha conforme as necessidades e misturava-se aos atores de tempos em tempos. Em lugar de uma cortina, cada nova cena era introduzida e seguida por um coro, e se era necessária uma passagem de tempo, considerava-se que decorria enquanto era cantado o stasimon ou ode coral. O côro cantava ou entoava odes com movimentos apropriados e altamente estilizados. Uma forma majestosa de dança denominada emmelia (harmonia) acompanhava as odes mais solenes, enquanto as odes que expressavam emoções intensas ou alegria faziam-se acompanhar por uma dança movimentada.

Mesmo quando o coro permanecia passivo, esse conjunto não ficava congelado na composição de um quadro imóvel, como se supôs. Continuava a seguir a estória com movimentos descritivos, exprimindo emoções de ansiedade, terror, piedade, esperança e exaltação. O coro também não cantava durante todo o tempo, pois algumas vezes usava a fala recitativa e até mesmo a coloquial ao dirigir-se aos atores. E também não cantava ou falava sempre em uníssono.

Durante o assassinato do rei, em Agamemnon, os anciãos desamparados discutem o que fazer e cada membro do coro expressa seu ponto de vista. As canções eram apresentadas com grande clareza na dicção, cada nota correspondia a uma sílaba e eram acompanhadas por um instrumento de sopro em madeira, semelhante ao nosso clarinete.

O uso do côro no teatro grego tinha por certo suas desvantagens, pois ralentava e interrompia as partes dramáticas da peça. Mas enriquecia em muito as qualidades espetaculares do palco grego e introduzia um componente musical no teatro, o que levou escritores a comparar a tragédia clássica com a ópera moderna

 texto retirado do site http://www.caleidoscopio.art.br/cultural/teatro/historia/teatro-grego-parte1-teoria.html - acesso em 07/2012
 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Poema criado pela aluna do projeto, Jéssica Mayara

A festa julina na minha escola
é sempre muito divertida,
tem pipoca, quentão e batatinha.

Tem quadrilha, gingana e brincadeirinha
Mas, sempre tem um bobo
que não gosta de dançar,
então a festa vamos animar!

Tem sempre aquelas patricinhas,
que acha que só pra dançar
tem que estar toda arrumadinha,
será que elas não entendem
que quadrilha é coisa de caipirinha!

Tem sempre os encrenqueiros
que se acham valentões,
mas quando veem caras
maiores que eles
saem correndo iguais uns bobões.

ARRAIAL SAN RAFAEL

Nesta quinta-feira, 05/07/2012, será realizado no Colégio San Rafael a nossa FESTA JULINA.
Terá barraquinhas de guloseimas e brincadeiras, além disso, teremos apresentação da Quadrilha, ensaiada pelo professor do Projeto de Dança José Luiz Teodoro.
Você pensa que terminou? Não, terá também o concurso da Rainha e do Rei caipira, o casal mais bem caracterizado irá receber a premiação.
Então, não se esqueça de marcar a sua presença e lembre-se: cada aluno em seu período de aula.
Aguardem as fotos e as novidades.

Texto elaborado pelos alunos: Rafaela, Lucas, João, Hevelyn e Letícia.