Patativa do Assaré
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Não invejo o seu tesôro,
Sua mala de dinhêro A sua prata, o seu ôro O seu boi, o seu carnêro Seu repôso, seu recreio, Seu bom carro de passeio, Sua casa de morá E a sua loja surtida, O que quero nesta vida É terra pra trabaiá. Iscute o que tô dizendo, Seu dotô, seu coroné: De fome tão padecendo Meus fio e minha muié. Sem briga, questão nem guerra, Meça desta grande terra Umas tarefa pra eu! Tenha pena do agregado Não me dêxe deserdado Daquilo que Deus me deu. |

Caros alunos, professora Paola.
ResponderExcluirO trabalho realizado por vocês é realmente significativo! Visito o blog diariamente para ver as novidades...
Gostei de ler este fragmento do cordel "A TERRA É NATURÁ", de Patativa do Assaré, que ressalta a cultura voltada para o povo marginalizado e oprimido do sertão nordestino.
A xilogravura é linda e ilustra bem o cordel.
Parabéns!
Um abraço a todos,
Ana Cristina Perusso
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